domingo, 3 de julho de 2011

Hospital Beneficente Portuguesa e o descaso com a Lei 11.108/05

Sabemos que no Brasil muitas leis são desrespeitadas, as vezes por falta de desconhecimento da população ou simplesmente por não darmos a mínima para o que ditam pois não acreditarmos que sofreremos penalidades. É mais uma lei que enfeita nossa legislação!

Mas um caso que eu presenciei recentemente me faz repensar toda a conjuntura da nossa sociedade. Na madrugada de terça feira, uma amiga entrou em trabalho de parto, e sofremos 7com a via crucis a busca da maternidade que o obstetra dela tinha orientado-a ir. Durante todo percurso vi o sofrimento dela com contrações que iam de 3 em 3 minutos, porém o médico (pilantra) não atendia em nenhuma das maternidades indicadas. Buscamos a central do plano de saúde dela, e lá para nossa surpresa não fazia atendimentos de obstetrícia e nos encaminhou para o Hospital Beneficente Portuguesa ( o qual eu desejava passar longe, por já conhece a deficiência no atendimento), e infelizmente paramos lá.

E lá a situação realmente foi calamitante, pois no pré atendimento só poderia subir uma pessoa por parturiente, algo que eu e minha cunhada forçamos a barra e subimos as duas. Entretanto, ela foi encaminhada para uma outra sala, esta fechada e onde o acompanhante não poderia entrar. O que esbarra na Lei 11.108/05 que assiste as parturientes terem o acompanhante de sua escolha ao seu lado durante o pré, durante e pós parto.

Ao nos depararmos com essa situação, tentamos garantir seus direitos. No entanto no meio do caminho tinha uma auxiliar de enfermagem que rispidamente nos tratou como ignorantes e disse
que era o médico que decidia isso. Sem nos dar informações sobre a situação dela, fechou a porta e foi embora. Na mesma situação que a nossa, estava a mãe de uma parturiente dentro do centro de obstetrícia, e já se encontrava há um tempo na espera que sua neta nascesse, ouvindo do lado de fora, de mãos atadas os gritos de sua filha em trabalho de parto. E logo pensamos, como a nossa amiga deveria estar vendo e ouvindo tudo o que ocorria lá. E os gritos continuavam e ela nos contou que eles não a deixaram entrar e que era angustiante ver a filha sofrer sem poder fazer nada. Realmente, mesmo não sendo da minha família, foi angustiante vê-la sofrer, gritar e não poder no mínimo pegar na mão dela e dizer que tudo ficaria bem.

A situação de negligência não parou por aí, após ouvirmos o choro da nenem, a mesma técnica de enfermagem veio avisa-la que tinha nascido e simplesmente empurrou para mim os documentos da minha amiga para providenciar a internação dela e que o médico já ia atende-la. Mas peraí, quais seriam os procedimentos tomados pelo médico!? Como ela estava?! Nada disso foi esclarecido, e eu simplesmente comecei a discutir com ela e pedir a remoção da paciente. E para minha surpresa e com total descaso ela disse que iria providenciar isso. A partir desse momento, eu exigi a presença do médico, confrontando-a dizendo que por lei ela deveria permitir o acompanhante dela na sala do parto e que ela não poderia chegar ordenando alguém a fazer algo sem no mínimo esclarecer do que será realizado. Da maneira certa ou errada, conseguimos que o médico fosse conversar conosco, um pouco sarcástico mas ele nos esclareceu algumas coisas. O que por hora nos tranquilizou.

A mesma senhora que aguardava a filha dela, nos disse que no outro hospital que é conveniado com o SUS permite que um acompanhante esteja ao lado da parturiente em todos os momentos do parto. E que infelizmente, estávamos no lugar errado.

Porém, eu me pergunto: Há uma lei que ampara TODAS as parturientes para que fiquem ao lado de seus acompanhantes, e só por não haver uma punição não quer dizer que ela tenha que ser ignorada, certo?! O cumprimento de uma lei federal deve ser cumprida a risca, e não servir apenas de enfeite para compor nossa legislação!

Fica a critério do médico?! Concordo que o acompanhante tem que ser uma pessoa centrada e que venha para ajudar e não atrapalhar, mas como saber se eles simplesmente não podem entrar?! Como determinar que tal pessoa irá atrapalhar se os médicos não permitirem sua presença?!Para o bom desenvolvimento da parturiente e evitar possíveis situações como a depressão pós parto, permitir o que é garantido por lei é necessário!

Após toda essa situação instalada, houve a permissão que minha cunhada pudesse acompanha-la durante a cesárea (que o médico não queria fazer) e que durante todo o processo cirúrgico ficou reclamando sobre a desnecessidade da cirurgia, que o certo era fazer parto normal. Mas ora, para o bem estar da mulher ... quem deve decidir isso é ela, e não só o médico. Se há condições de se fazer cesarea e a mulher quer, por que não faze-la?!

Mas tarde, durante a conversa ela nos descreveu os momentos de pânico vividos dentro daquela sala sozinha, enquanto não haviam permitido que sua acompanhante entrasse e sem nenhuma pessoa da equipe médica dar assistência a ela, nem para tentar amenizar o nervosismo sentido pelo nascimento de seu primeiro filho. Disse-me que a todo momento pedia para que deixasse minha cunhada entrar, que ela não faria nada de errado e ficaria quietinha. Que chorou desesperada com medo de que acabassem por conduzi-la ao parto normal, seu maior temor.

E a grande contradição, é que na frente da sala de obstetrícia tem um quadro com uma manchete falando sobre o parto humanizado. Será que realmente é um parto humanizado?! Por que a sensibilidade da equipe médica com ela e pelos relatos que pude ouvir das outras, não existiam!

Após esse fatídico episódio esse hospital se antes já não era bem visto por mim, agora é menos ainda, e não desejo que ninguém passe o mesmo. Penso que no momento mais importante para a mulher, o momento marcado pelo nascimento do seu filho, ficar sozinha sofrendo todas as dores possiveis e imaginaveis sem nenhuma estrutura de apoio psicologico é senão uma experiência traumatizante!

terça-feira, 19 de abril de 2011

Idas e vindas.

É engraçado, tenho uma vontade imensa de escrever, ficar atualizando blog's e tudo mais. No entanto, o meu blog sempre fica parado. Tento iniciar uma rotina de escrita e depois cesso. Essa atitude não condiz muito com o que tenho guardado para contar...
Dias e dias se passam e dentro de mim palavras ficam guardadas querendo sair, e eu fico inerte nesse espaço temporal sem saber de maneira devo expô-las.
E por isso minha rotina de blogueira é assim, incerta e as vezes pouco dinâmica.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Outro lado da moeda.

Época de eleição, todos tomam o lado de seu partido ou se anulam perante eles. Entretanto, há de se resguardar algumas posições quando se trata do Presidente da República, pois deve agir conforme o cargo lhe exige.

A situação ocorrida com o candidato José Serra em uma caminhada no Rio de Janeiro, e a grande polêmica do que realmente teria acertado a sua cabeça, desencadeou o comentário deselegante do presidente Lula. Em sua posição, independente se foi simulação ou não, deveria ter prestado sua solidariedade e ter se mostrado contra qualquer tipo de amostra de violência durante a campanha eleitoral. Entretanto, como já era de se esperar, fez severas criticas a situação ocorrida, descendo mais o nível da política implementada no seu governo e nas atitudes de sua candidata a presidência.

Ora, penso que se deve manter o senso em uma situação dessa, pois o mesmo se esquece o outro lado da moeda. O que se esperaria do representante do Brasil perante a um ato de violência e vandalismo? Que ele apoie?! Ou que retalie qualquer ato de violência?

Entre todas as ações, declarações desmedidas do presidente Lula, essa veio para destruir qualquer imagem positiva que eu tinha dele. Não desejo que o Brasil seja governado por uma pessoa que incentive a violência ou que por conveniência proteja a candidata do seu partido, sendo que a prioridade dele no momento é com o país.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Sede





De água
De cerveja
De coca-cola
De suco de manga
De café
De leite
De açaí
De cupuaçu
...
De verdade
De paixão
De amor
De sabedoria
...
De querer
De poder
De voltar
De ir
De ter
De sempre
...
De ser
De viver

É só ter sede.
Sacie-se!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Apagões da Celpa.

Hoje, como de praxe, a Celpa fez o seu showzinho de liga e desliga a luz aqui na Marambaia.
Durante 4 vezes seguidas foi essa brincadeira, e quem se prejudica é o consumidor que toda vez corre o risco de ter algum aparelho eletrônico danificado. E o mais engraçado é que ninguém da central de atendimento ao consumidor da celpa consegue dar alguma explicação coerente sobre os cortes de luz, e muito menos informar qual é o período do desligamento.
O respeito com o consumidor se encontra bem distante da Celpa, pois contanto que se pague a conta no fim do mês negligência qualquer problema que envolva os que, por falta de alternativa, precisam do seu serviço de energia.

Dilema.





Foi na tentativa de fazer uma surpresa para minha amiga vegetariana que me deparei os horrores cometidos com os animais.

Confesso que nunca procurei saber como matavam os animais para que eu me alimentasse ou muito menos, as condições de vida que eles tinham. Um tanto quanto inocente e desinteresse de minha parte, porém, antes tarde do que nunca.

Assisti a videos onde mostram o sofrimento dos animais e o local imundo onde eles vivem. Tudo bem, sei que nem todos os tratam igual aos videos que vi, porém, imagino que a maioria faça isso.

É triste saber que o ser humano se dispõe a maltratar os animais.

Atualmente me encontro num grande dilema: Virar ou não vegetariana!

Passei a minha vida toda comendo carne (e eu adoro um churrasco), mas me sinto culpada em comer algo que sofreu para que eu me alimentasse. É um dilema, por um lado vem o hábito e o fato de gostar de tal coisa, do outro vem a preocupação com aquilo que como e o que já se passou com aquele pedaço de bife... Pois, depois do sentimento de culpa com o animal, vem a preocupação com os hormônios injetados neles, e tudo isso afeta a nossa saúde.

Vi uma frase que falava que "meu paladar não era mais importante que o sofrimento deles", eu compreendo perfeitamente, mas dificil é se habituar a um novo conceito e estilo de vida tão distante da qual somos imersos.

Decidi que irei comer menos carne, derivados etc... e ver se aos poucos me adapto a um estilo de vida diferenciado.

domingo, 17 de outubro de 2010

Música do dia.






Alma Nova
Zeca Baleiro

Sempre que te vejo assim
Linda, nua
E um pouco nervosa
Minha velha alma
Cria alma nova
Quer voar pela boca
Quer sair por aí...
E eu digo
Calma alma minha
Calminha!
Ainda não é hora
De partir...
Sempre que te vejo assim
Linda, nua
E um pouco nervosa
Minha velha alma
Cria alma nova
Quer voar pela boca
Quer sair por aí...
Eu digo
Calma alma minha
Calminha!
Ainda não é hora
De partir...
Então ficamos
Minha alma e eu
Olhando o corpo teu
Sem entender...
Como é que a alma
Entra nessa história
Afinal o amor
É tão carnal...
Eu bem que tento
Tento entender
Mas a minha alma
Não quer nem saber
Só quer entrar em você
Como tantas vezes
Já me viu fazer...
E eu digo
Calma alma minha
Calminha!
Você tem muito
Que aprender...(2x)
Então ficamos
Minha alma e eu
Olhando o corpo teu
Sem entender...
Como é que a alma
Entra nessa história
Afinal o amor
É tão carnal...
Eu bem que tento, tento
Tento entender
Mas a minha alma
Não quer nem saber
Só quer entrar em você
Como tantas vezes
Já me viu fazer...
E eu digo
Calma alma minha
Calminha!
Você tem muito
Que aprender...(2x)
Eu digo
Calma alma minha
Calminha!
Você tem muito
Que aprender...


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Traz uma certa nostalgia e felicidade. Experimente algo que possa lhe proporcionar isso. É maravilhoso.